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domingo, 2 de dezembro de 2012

Quando um homem quiser

´

Tu que dormes a noite na calçada de relento 
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento 
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento 
És meu irmão amigo 
És meu irmão 
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme 
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume 
E sofres o Natal da solidão sem um queixume 
És meu irmão amigo 
És meu irmão 
Natal é em Dezembro 
Mas em Maio pode ser 
Natal é em Setembro 
É quando um homem quiser 
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer 
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher 
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar 
Tu que inventas bonecas e combóios de luar 
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar 
És meu irmão amigo 
És meu irmão 
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei 
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei 
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei 
És meu irmão amigo 
És meu irmão 
Natal é em Dezembro 
Mas em Maio pode ser 
Natal é em Setembro 
É quando um homem quiser 
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer 
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Ary dos Santos

sábado, 16 de junho de 2012

Futrebol contra a fome

Someway somehow, a causa é nobre ;)


Para mais informações, http://futrebolsolidario.com/pt/

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fundação Maria do Carmo Roque Pereira

Amigos, hoje quero partilhar convosco o apelo que me chegou da Fundação Maria do Carmo Roque Pereira.

Esta fundação é uma IPSS cuja actividade principal é uma creche e um jardim de Infância situada na Freguesia da Graça, em Lisboa, com 50 Crianças entre os 18 meses e os 5 anos. Apoia, também, cerca de 80 famílias (mais de 250 pessoas) através da entrega de cabazes do Banco Alimentar.

A IPSS, que funciona há alguns anos nos Claustros da Igreja da Graça, está a atravessar sérias dificuldades para se manter em actividade.
Assim, o apelo que esta associação nos lança é que contribuamos da forma que pudermos.

Segue uma lista de equipamentos e sobretudo de materiais que são essenciais para o normal e bom funcionamento da Instituição:
- Papel de Cenário
- Cadernos de papel de lustro
- Folhas de papel manteiga
- Cartolinas Brancas
- Plasticinas
- Cadernos para Pintar
- Resmas de Folhas A4
- Tinteiros para impressora HP Deskjet F380 (preto e cores, podem ser recicláveis)
- Tintas não tóxicas para os trabalhos manuais que são desenvolvidos pelos meninos
- Papel Higiénico Doméstico
- Fraldas e Toalhetes
- Produtos de Higiene e Limpeza
- 1 Aquecedor para WC Crianças
- 1 Mesa e 4 cadeiras de braços próprias para sala de creche
- Triciclos
- Roupitas de Criança
- Babetes plastificados
- A nível Alimentar, cereais, enlatados, legumes.

Vá, não custa assim tanto…

Eis os contactos:
Fundação Maria do Carmo Roque Pereira
Igreja da Graça – Lg da Graça 1170-165 Lisboa
Contribuinte n.º 501624899
Tel. 218 864 040 / 218 884 234 – fax 218 864 040
e-mail: fmcrp@sapo.pt

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Prendas Solidárias!

Gifts that Give!
É o nome do catálogo de prendas da associação POOR, que trabalha com a AMURT portuguesa.
Deste catálogo, pode escolher-se o(s) produto(s) que se quer oferecer às crianças indianas.
Para veres o catálogo, clica aqui.
Ao oferecer, estarás a ajudar crianças desfavorecidas como a Svastika.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Abandonados no hospital...

Notícia do Diário de Notícias:

"Doenças provocam dependência nos mais velhos, e familiares dizem não ter condições para os receber. Só no Amadora-Sintra há 43 idosos internados que já tiveram alta
O número de idosos abandonados nos hospitais não pára de aumentar. Só no Amadora-Sintra há 43 idosos - e também cinco crianças - que já tiveram alta clínica mas permanecem internados por "motivos sociais". No Hospital de São João, no Porto, os casos de "protelamento de alta" estão a aumentar desde o segundo trimestre do ano. E até o Hospital de Beja diz existir um "número crescente de famílias que se recusam a aceitar doentes dependentes".
São casos como os de idosos deixados nos serviços de urgência com o cartão de utente sobre o peito, familiares que "desaparecem" e não atendem os insistentes telefonemas feitos pelas assistentes sociais e vidas marcadas pela miséria e pelo abandono que acabam numa cama de hospital.
"Temos cada vez mais casos de famílias que não levam os doentes para casa. O ano passado foram 64 casos. Mas este ano há muitos mais", diz Cristina Nobre, assistente social no Hospital José Joaquim Fernandes, de Beja. "Quando o médico efectua a avaliação clínica e diz que um idoso pode fazer a sua reabilitação em casa, às vezes, com necessidade de algum tipo de apoio domiciliário, há famílias que se recusam a aceitar a decisão. Não levam os doentes e vão protelando a sua permanência no hospital o mais possível."
Para quem fica, o sentimento de abandono é indisfarçável. "Há pessoas que se sentem completamente desamparadas, nunca pensaram que os filhos ou outros familiares as pudessem deixar numa situação destas", refere Cristina Nobre. E acrescenta que existe "uma grande pressão" para o encaminhamento dos doentes para as unidades de convalescença ou de média e longa duração da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), cuja resposta é insuficiente (...).
"A população idosa apresenta na sua maioria situações de dependência que acarretam encargos muito significativos para qualquer família", explica fonte da Unidade de Acção Social do Hospital de São João. E revela a existência de uma dificuldade crescente para atender às solicitações de institucionalização em lar e apoio económico para "pagamento de prestadora de cuidados" a pessoas dependentes. Tudo isto, somado às dificuldades de reintegração no meio familiar, origina o aumento do número de doentes que continuam internados apesar de já não necessitarem de cuidados médicos.
Também a coordenadora do Gabinete de Acção Social do Hospital Amadora-Sintra, Adélia Gomes, aponta a "maior demora por parte da [resposta da] Segurança Social" como justificação para o acréscimo de dias de internamento hospitalar "apenas por motivo social".
O problema é que faltam lugares na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, carência particularmente sentida em Lisboa, onde se regista o "menor rácio de respostas de todo o País", segundo revela ao DN a coordenadora da rede, Inês Guerreiro.
Com os lares cheios e filas de espera enormes, resta a muitos idosos aguardar no hospital o aparecimento de alguma vaga. "O tempo de entrada numa unidade de média e longa duração chega a ser de quatro a cinco meses e algumas famílias, por não terem condições ou porque não quererem, recusam-se a levar os idosos para casa", desabafa um responsável hospitalar.
Inês Guerreiro reconhece a dificuldade em encontrar respostas no terreno. E que a tendência é para "culpabilizar o outro, seja ele o hospital, a família, a RNCCI ou as instituições de solidariedade social", mas recorda que até há quatro anos os cuidados continuados constituíam uma valência que se encontrava "fora" do Serviço Nacional de Saúde.

Digo, orgulhosamente, que contra tudo e contra todos, o "meu" velhote não passou nem passará por isto! Resistirei às críticas, pela razão e pela consciência!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Flor do Deserto

Li este livro quando tinha uns 14 ou 15 anos. Foi recomendado/obrigado por uma professora de filosofia. E porquê?! Não sei. Porque lhe apeteceu!


Tenho alguma curiosidade de o reler, passados estes 10 anos, e perceber as diferenças na compreensão do mesmo. Na altura, este livro foi difícil de "engolir". Lembro-me do quão angustiada fiquei ao ler o relato desta história verídica. A história da mutilação genital feminina; da sua crueldade e da carnificina que ainda hoje se pratica em alguns países! Por mais que já tenha sido condenada, a mutilação genital feminina continua a ser praticada por povos conservadores que consideram que a mulher não deve sentir prazer sexual para que seja pura... pois assim nunca cairá na tentação de traír o seu marido... a mutilação é feita enquanto criança para que o risco de aquela criança/mulher experimentar o prazer seja menor.

É a história de Waris Dirie, uma verdadeira heroína. Apesar de não ter conseguido escapar à mutilação - experiência que ela descreve pormenorizadamente, apesar de ter apenas 5 anos nessa altura - consegue fugir daquele meio e fugir a um casamento planeado. Com apenas 13 anos, ultrapassa uma série de provações e chega a Inglaterra, onde trabalha, estuda, chega a modelo e encontra o amor.

Não mais me esqueço do que ela diz no fim... Mas não vou estragar o filme àqueles que, como eu, queiram ver.

Relembro que não é um livro fácil... veremos como está o filme!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Estudantes de Medicina no Haiti

Partilho convosco esta notícia Sapo, que vi em reportagem o Jornal da Noite.

" Um grupo de portugueses estudantes de Medicina, na República Dominicana, está desde sábado a prestar auxílio no Haiti. Em declarações à TSF, Marta Saraiva, uma das jovens que está a ajudar as vítimas do sismo que devastou o país, confessou-se «impressionada» face ao cenário de caos.

A estudante portuguesa de Medicina, Marta Saraiva, explicou à TSF que, na maior parte dos casos de ferimentos, há pouco a fazer. Marta Saraiva afirmou que, apesar do caos, há situações que parecem «milagres»

Quatro estudantes portugueses de Medicina chegaram sábado ao Haiti para ajudar as vítimas do terramoto de há quase uma semana. Em declarações à TSF, Marta Saraiva contou que, na maior parte dos casos, há pouco a fazer.

«Algumas pessoas estiveram muito tempo sem limpar as feridas, o que acabou por deteriorar muito mais os ferimentos, e ficaram sem salvação. Temos que recorrer à cirurgia e cortar o membro», explicou a estudante.

O hospital campal em que Marta Saraiva está a actuar, foi improvisado na localidade de Jimani, na fronteira entre a República Dominicana e o Haiti. De acordo com a estudante, a maior parte dos feridos chega em carrinhas de caixa aberta, amontoados, sem quaisquer condições.

«É um cenário impressionante, que chega até a ser arrepiante, mas depois desta experiência ainda fico com mais vontade de ser médica», sublinhou.

Apesar das visões «chocantes» que a estudante refere, Marta Saraiva não escondeu que existem situações que parecem «verdadeiros milagres».

«Ontem chegou um bebé de seis meses cuja mãe, com o desespero, o atirou de um segundo piso, e com a graça de Deus ele não tem nada», contou Marta Saraiva.

O sismo que sacudiu o Haiti na terça-feira causou entre 40 mil a 50 mil mortos, segundo as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) citadas numa nota da ONU publicada esta segunda-feira.
"
a notícia está aqui.
(suspiro)
tenho vergonha de dizer que os invejo... para quem não sente "o chamamento", pode parecer pura estupidez; dizer que se queria estar "na pele" de pessoas que estão no meio de um país caótico, parece egocentrismo puro e estúpido... mas não o é. A verdade é que... não sei explicar... I just feel it.

domingo, 20 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dia Internacional dos Direitos Humanos - 10 de Dezembro

Efeméride:

"O dia 10 de Dezembro foi proclamado, em 1950, pela Organização das Nações Unidas, "Dia Internacional dos Direitos Humanos", com o objectivo de alertar os governantes de todo o mundo para o cumprimento da Declaração Universal e assegurar a igualdade de todos os cidadãos e todas as cidadãs, o direito a uma vida digna, o direito ao trabalho e à segurança, o direito à saúde e à educação, o respeito pela diversidade e pela dignidade de todas as pessoas."



vejam a notícia completa na fonte.

domingo, 23 de agosto de 2009

Ska-p na Festa do Avante

Mais uma vez vos apresento ska-p e a sua obra de intervenção!



Os Ska-P vão estar a Festa do Avante no dia 6 de Setembro.
Para mais informações, clica aqui.

domingo, 5 de abril de 2009

Desabafo...

Isto pode parecer idiota, mas apetece-me partilhar... vocês dirão "ah, é a realidade", "isso já acontece há muito tempo e em todo o lado", "lá estás tu com a mania que podes mudar o mundo". enfim... mas não consigo deixar de experimentar um sentimento de angústia, de impotência e de revolta contra as injustiças sociais e a falta de apoio, quando vejo uma pessoa numa noite fria a dormir na rua em cima de um cartão! Ora, se não gosto de ver animais na rua, sem ter onde se abrigar nem o que comer, também não gosto de ver humanos nessas mesmas condições...
É um sentimento que não consigo evitar, não consigo passar por um sem-abrigo e ficar indiferente... cada vez que isso acontece, não consigo evitar pensar n' "o que será que aconteceu a esta pessoa para agora estar aqui?! Poderei ser eu um dia destes?".
Muitos pensam que quem está na rua é porque não quer trabalhar... Gostava que pensassem, por um momento, que a pessoa que está na rua não o faz por gosto, com certeza! E procurar emprego dando a morada para contacto "pátio em frente ao ministério da justiça, caixa de cartão nº 3", não é uma boa ajuda para a selecção.
Eu acho que cada vez se vêem mais pessoas nas ruas... ontem de manhã, eram cerca de 7h da manhã quando ia para o trabalho... um vento e um frio de rachar e havia uma quantidade assustadora de pessoas a dormir em santa apolónia, no terreiro do paço (e em muitos mais lugares pelos quais não passei, obviamente)... No final do meu dia de trabalho, eram cerca de 19h quando passei pelos mesmos lugares e ainda vi mais pessoas já sentadas nos seus cartões! Uma coisa que me tocou especialmente... um casal novo que encostava dois cartões e se tapava com a mesma manta... estavam os dois na rua! enfim, é melhor não continuar...
O propósito deste artigo?! Deixar esta frase: VAMOS FAZER ALGUMA COISA?!
Aceitam-se ideias, parcerias, saberes e, acima de tudo, vontades!

domingo, 22 de março de 2009

Isto é verdade?!

Há dias recebi um mail que me perturbou um bocado. Será que isto está mesmo a acontecer? Sinceramente, nunca tinha ouvido falar disto neste país que me é, afectivamente, tão próximo.

eis o mais importante do mail:


"End "Corrective" Rape of Lesbians in South Africa
Target: South African President Kgalema Motlanthe
Sponsored by: Care2

A new ActionAid report describes the shocking rise of "corrective" rape in South Africa - in which South African lesbians are being raped in an effort to "cure" them of their sexual orientation. Support groups in Cape Town say they see 10 new cases of "corrective" rape every week. And it's even more widespread around the rest of the country.

Many perpetrators of rape already go unpunished in South Africa, but the situation is even worse for lesbian women. Indeed, 31 lesbian women have been murdered in homophobic attacks since 1998, but in only one of these cases has there been a conviction.

Although South Africa's constitution recognizes rights of gay and lesbian people, its legal system does not view crimes committed against gay and lesbians on the basis of sexual orientation to be hate crimes. The South African legal system must recognize "corrective" rape as a hate crime in addition to a rape in order to establish a greater punishment for this brutal and widespread act of sexual violence. Urge South African President Kgalema Motlanthe to deem "corrective" rape a hate crime!"
Para mais informações, cliquem aqui.